
O Náutico bem que anunciou com discrição. Mas os jornais fizeram o maior esparro - e com razão, pois era aniversário do clube. Na hora "h", o que se viu não foi exatamente um placar eletrônico; tava mais pra letreiro luminoso.
As queixas foram muitas: uns disseram que era muito mixuruca, outros que parecia um visor de celular antigo (e parecia mesmo o visor de um obsoleto PT-550). O fato é que o tal placar deixou a desejar e foi motivo de chacota não só dos adversários como da própria torcida do Náutico. Não sei como a LG botou o nome no letreiro. Se ainda fosse um daquelas TVs de plasma...
Sorte que o time ganhou de goleada. O que teve de gente tirando foto do placar, não tá no borderô. Pode não ser um placar eletrônico, mas uma coisa é certa: o letreiro é muito melhor do que aquela ridícula faixa de pano que existia no tempo do finado balança-mas-não-cai. Quando alguém fazia um gol era o maior sufoco pra trocar o número. Quando dava pra trocar. Agora não tem mais problema - pelo menos até as lâmpadas começarem a queimar. ;)
Domingo, Abril 08, 2007
Letreiro luminoso é melhor que faixa de pano
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Quinta-feira, Março 08, 2007
Sinônimos de oiti
Há uma tuia de anos (eu escrevi anos) a gente fez uma pesquisa na Gréia (clique aqui para ver) pra juntar a maior quantidade possível de sinônimos de oiti. Todo mundo deu pitaco e a gente conseguiu listar 466 sinônimos. Pra resgatar essa parte dos anais da Gréia, resolvi trazer os sinônimos de volta. ;)
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A - Abricó, açucareiro, anel, anel de couro, anel de carne, arruela, aro, azeitona, anísio, azedim, assobiante, apitador, arroxado, arolino, apertadinho, afiador, aquário, arregalado, anel de proctologista, acusado, assassino de espermatozóide, aureóla, amarrador de laço
B - Bocal, boga, brioco, bufante, buzanfa, buzanfã, boca da quartinha, boréu, baitico, boot, butico, botão, butão, biscoiteiro, bóris, buraco de bala, bocão, boiga, bolo, bueiro, buraco encantado, buraco negro, biro-biro, bainha, buzico, bombeiro, borná, broa, bodega de pobre, buraco de agulha, barulhento, boca-de-mico, boca traseira, bonifá, bozano, brioso, bergebeu, boca-de-rego, boca-de-gamela, boca-de-pêlo, borracha, boca-roxa, buzego, buzina, besouro, bogodó, bonifácio, borba, brioche, bocoió, boca banguela, brocôncio, boca-de-véia, boca-murcha, bojo, bat cave, bambi, bug, bodinho
C - Caneco, cagador, cagante, catingoso, cocada, cu, cavaco, clarabela, cegueta, ceguinho, cachimbo, coiteba, coroa, coroinha, capelinha de melão, croquete, com-prega, curel, casa de bilau, chaminezinha, chefe, come-come, cheirosinho, cano de escape, corta-prego, cruel, cafundó, carrossel, cascudo, crespinho, cuscuz, coceirinha, cusculepa, carimbo-de-cueca, casca de peido, caçapa, chucrute, corneta de pobre, caçarola, crush, catabofa, cofrinho, cuziti, cacófago, cagão, começo do mundo, calota, cooler, casquinho de sorvete, chico-prega, carimbo-de-papel-higiênico, chapinha de caracu, carrité, carretel
D - Das pregas, donut, dublê, dadao, dunga, dadivoso, dorminhoco, dengoso, deco, doce-de-coco, desdentado, danado
E - Edi, enrugado, engilhadinho, escotilha, espalha-bosta, entrada proibida, espoleteiro, esgoto, encaroçado, engole-cobra, ejetor, esquenta-pau, escapa-gás
F - Fiofó, franzido, frosquete, furico, furiquim, foquito, farinheiro, foba, foraboscóite, frinfa, fresado, fleba, forévis, forever, fábrica de tijolo, fedorento, flande, fióti, froscófolis, fedegoso, fossa, frasco, flatulento, forevestréu, fundilho, Ford Ka, fusqueta, filofa, fosso do fedor eterno, fopa, fábrica de esterco, fim do túnel, faiacu, fogoso, fígaro, fede-fede, fuque-fuque, fortunato, fuína, floquinho, floroso, fanho, fifojolo, fefanho, fuzéu, fifo, fusqueta, feijoeiro, funxo, farenheight, florzinha, furunfum, forisflauto, fogão de uma boca só, figo, fulaninho, feijão, flor-de-cheiro, ferramenta, fedido, filadelfo
G - Goiaba, goibinha, goba, girassol, garagem de salsicha, goreba, gogoroba, guarda-pau, guabiroba, gnomo, gicurino, ganha-pão, gojoba, gargantilha-de-bilola, gobilha, gargalo, genebaldo, gugu
H - Honório, hemorroidário, hermenegildo, harry
I - Indisciplinado, imprensadinho, ipsilone, infezado, inhonho
J - Joquinha, jaca, jatobá, juca, jacuba, jeitosinho, jejunuílho
K - Kiko
L - Lindinho, lamparina, lero-lero, listradinho, loló, loca, lata de doce, luluzinho
M - Mucumbu, máquina de fazer churros, malcheiroso, malvado, murundu, monossílabo fedorento, manolo, maracujá de sete feiras, mealheiro, molinha, molhadinho, melindroso, morenão, mustafá, minúsculo, marronzim, meu vizinho, medonho, marronzinho, melado, mordedor, meinho, moranga, macaíba, moedinha, moinho, microondas, marquês de rabicó
N - Neném, ninho de oxiúrus, ninho de cri-cri
O - Oiti, oiti-coró, obreiro, oritimbó, offstring, olhota, olho-cego, olho-de-boi, olho-de-baixo, olho-de-tandera, olhinho, olhinho-de-palhaço, olho-de-porco, orenaite, orifício negro, otchero, ofolote, ofinofraite, orobil, osmar, orifício peidante, olho-grande, ozeba
P - Papeiro, prezado, pregueado, pito, parreco, peidante, perseguido, papoula, peludinho, porta-biscoito, peidador, porta-supositório, pokemon, peludão, pisca-pisca, peidorreira, pão-de-queijo, passatempo, passador de fax, pêlo-duro, puf, pequerrucho, peteca, pelego, poço-de-enxofre, poço-dos-desejos, panela, pintor de porcelana, piscante, porta-rola, plugue, playground de chato, pitchula
Q - Quinca, quinho, quico, quentinho
R - Roscófi, roseta, ruela, roxinho, rego, rabo, rosca, rosquinha, rugoso, retro-olho, retentor, rabeta, rancho fundo, redondo, rodiasclipe, rodinha, royal, rosqueta, rojão, regondônio, roda-de-fogo, rodela, rabichote, roda-viva, rosa pequenina, rebojão, rosa dos ventos, roti-flight, ray-ban
S - Subioco, sem-prega, solista, serelepe, siribrina, sete-pregas, serebesquel, saída, simpático, subaru, sem-sorte, saída de emergência, sirigüela, sinicrim, smurf, senzala, sapulha, sextavado
T - Tarraqueta, tripa gaiteira, tareco, terminal do tubo digestivo, toba, traseiro, tresoitavos, taioba, trabalhador, TV de pobre, tico-tico, túnel negro, terceiro olho, torpedeiro, trovejante, tamagoshi, tamarindo, temperamental, tenebroso, tesouro, tibúrcio, tufão, tatavo, tinhoso, tchan, tampa-de-farinheiro, tapioca, tarolho
U - Uivante
V - Veveco, véio, véio goba, véio foba, velho-de-guerra, via expressa, válvula de escape, vesgo, vagalume, valetinha
W - Washington, waffer
X - Xoxo, xilingu, xaveco, X do tesouro, xucrute
Y - Yoshi
Z - Zimba, zé-de-boga, zezinho, zé golinha, zulu, zé lebrão, zinco, zé-cocô, zorento, zé-de-obrar, zeguedé, zé-de-bróia, zé-de-quinca, zé-bosteco, zé-melé
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Segunda-feira, Março 05, 2007
Quem tem "y" tem medo
Primeiro foi o Parnahyba. Depois o Ypiranga. Duas buchudas seguidas de 6x0. O próximo adversário do Náutico na Copa do Brasil é o Paysandu. Se valer a regra...
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Quinta-feira, Março 01, 2007
O namoro das antas
Agosto de 2006. Zoológico de Dois Irmãos, Recife.
Vejam só que gréia. Não são só os humanos que assoviam quando estão paquerando. As antas também - o que não quer dizer que as antas sejam humanas, apesar de alguns humanos serem verdadeiras antas.
Primeira parte: a anta correu e entrou na casinha. O "anto" foi atrás.
Segunda e última parte: as antas saem felizes da vida, na maior gréia. O chamego deve ter dado certo, pois em fevereiro nasceu um filhote. ;)
O meio, obviamente, foi censurado. Antas são antas, mas não merecem aperreio em seus momentos íntimos. Uma coisa, porém, elas estão precisando: umas noções básicas de higiene. Depois da xumbregação só uma tomou banho. Vôte!
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Sábado, Fevereiro 17, 2007
Seriado de fezes (1)
As duzentas chaves de seu Antônio
Eu estava trabalhando desde as seis da noite e a previsão era de entrar pela madrugada. Lá pelas nove, com fome, resolvi sair pra fazer um lanchinho. Fui a pé mesmo, pois a lanchonete ficava a uns 500 metros do trabalho. Dava pra ir e voltar tranqüilo - pelo menos foi o que pensei. Na volta, porém, a coisa apertou e eu tive que apressar o passo (pra ser sincero, quando faltavam uns 100 metros eu não agüentei mais e comecei a correr). Ao chegar, encontrei o portão fechado de cadeado e seu Antônio, o vigilante, falando no telefone.
— Seu Antônio, abra aqui por favor!
— Já estou indo!
— Venha logo, que eu tô apertado!
— Já vou! Já vou! Calma!
E lá vem seu Antônio, com um chaveiro que devia ter umas duzentas chaves.
— Abra logo, seu Antônio, que eu não estou agüentando mais! Preciso ir ao banheiro! É urgente!
— Calma, que eu tô procurando a chave!
— Por que o senhor fechou o portão de cadeado? Eu só fui na esquina lanchar!
— Ah, meu filho, são ordis. Num posso deixar aberto não.
— Mas é pra manter fechado só depois da meia-noite, seu Antônio! Ainda são dez horas!
— Eu não tenho relógio, meu filho. Como é que eu vou saber?
— Sei lá, seu Antônio! Agora abre esse portão pelamordedeus senão vai ser aqui mesmo!
— Ai, meu Deus! E eu que não acho a chave certa!
Ele já tinha tentado pelo menos umas quinze, e nada. E o meu desespero aumentando.
— Arrombe esse cadeado, seu Antônio!
— Você tá doido? Aí eu perco o emprego!
— Então vá logo, por Nossa Senhora do Rosário!
— Num me avexe não, meu filho, que é pior! Eu nervoso aí é que num acho a chave mesmo!
A essas alturas, eu já tinha ficado num pé e noutro, pulado, mordido a língua, cravado as unhas na palma da mão, e seu Antônio nada!
— Veja o nome do cadeado, seu Antônio! Aí o senhor procura uma chave que tenha o mesmo nome!
— Aí danou-se! Eu num sei ler!
— Agora lascou! Avie, seu Antônio, que o urubu já tá beliscando a cueca!
— Urubu? Que urubu?
— Nada não, seu Antônio, mas vá logo pelo amor que o senhor tem aos seus filhos!
— Oxente! E quem disse que eu tenho filho?
— Esquece, seu Antônio! Esquece! Não é nada não. Mas por favor abre esse portão senão eu cago nas calças!
— Ai, meu Deus! Eu tô tentando! Meu filho, é melhor você pular o muro que eu não consigo achar essa danada dessa chave não!
E eu olhei pro muro, um murão alto danado, que naquela altura dos acontecimentos mais parecia a muralha da China. Foi me dando um arrepio, uma dor fina na barriga, as pernas foram ficando bambas, e eu já imaginando como ia fazer pra pular aquele muro. Até que seu Antônio, finalmente, gritou:
— Pronto, meu filho! Consegui! Graças a Deus!
Mas eu permaneci parado no mesmo canto, de olhar fixo na parte mais alta do muro, sem responder. E pude sentir a esperança indo embora, saindo de mansinho e deixando para trás um enorme peso na cueca.
— Vá, meu filho, corra! Você não tava com pressa?
— Tava, seu Antônio. Tava. Agora não adianta mais não.
(Versão original publicada no site A Crônica do Dia, em 21/08/2000)
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Lindas Palavras (11)
PERERECA
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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007
A imbecilização já começou
Escrevi aqui mesmo que tinha medo que o frevo fosse imbecilizado como outros ritmos brasileiros. Parece que meu maior pesadelo começou a virar realidade.
Ainda há pouco estava no Recife Antigo pra aproveitar os dias ainda calmos por lá, e eis que vem da Rua do Apolo um bloco com uma orquestra fenomenal. Afinadíssima, tocando músicas que eu - que achava que conhecia muitos frevos - jamais tinha escutado. O bloco era o "Trinca de Ás", mas os ases mesmo eram os músicos. Como nem tudo é perfeito, ao chegar perto vi que na frente do bloco vinham umas trinta moçoilas com vestidos pretos ornamentados com faixas douradas, parecendo umas espanholas. Na mão, sombrinhas escuras - acho que também eram pretas e douradas - e, pra completar clima de terror, todas dançando iguaizinhas, como robôs, uma dança ridícula que mais parecia uma mistura de forró de mentira com quadrilha estilizada. Seriam dançarinas do programa do Faustão? Pelo jeito, acho que elas queriam que a gente acreditasse que aquilo ali era frevo - ou melhor, que aquilo era o passo. Pior ainda: talvez elas mesmas acreditassem que estavam fazendo o passo. Depois que elas passaram, uma meia-dúzia de três ou quatro turistas, de máquina na mão, danou-se a bater palmas. Será que vão dizer na terra deles que aquilo era o passo, a dança do frevo? Quase vomito.
Já vi essa dancinha ridícula outras vezes, mas achei que era só uma brincadeira de algum "professor" de dança. Pelo visto não era brincadeira, e a imbecilização do passo veio pra ficar. No passo que vai, vão terminar imbecilizando é o frevo.
Valei-me, São Nascimento do Passo!
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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
100 anos do frevo

O frevo é o maior presente que o Recife já nos deu. Não conheço ritmo mais contagiante nem mais emocionante do que o frevo. Hoje, dia 9 de frevereiro, o frevo faz oficialmente 100 anos. Há quem diga que ele tem muito mais - e deve ter mesmo - mas o que importa não é quantos anos ele tem, e sim quantos ainda vai viver. Com a crescente imbecilização da música brasileira, tenho medo que o frevo tenha o mesmo fim que tiveram outros ritmos brasileiros como o pagode, o sertanejo e, mais recentemente, o forró. Foram violentados, avacalhados e desmoralizados, virando pagosma, sertanojo e forró pé-no-saco. O frevo resiste bravamente, sabe-se lá até quando. Que resista por mais 100 anos!
No aniversário é do frevo eu queria ganhar um presente: já que existem mais ou menos uns 537 mil frevos, será que não dava pra pararem de tocar a bendita "Madeira do Rosarinho" não? Só por uns 20 anos, até a gente desenjoar. Eu não sei vocês, mas há muito tempo eu não agüento mais essa música. Quando toca, ou eu corro ou eu tampo os ouvidos (ou as duas coisas, dependendo do desespero). Quando não consigo fugir, relaxo e jogo o jogo do contente: podia ser um pagode.
Salve o frevo!
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